terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

PDT tende a apoiar mudanças no Código Florestal, afirma líder

 
 

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O líder do PDT, deputado Giovanni Queiroz (PA), disse nesta terça-feira que o partido tende a apoiar a proposta de reforma do Código Florestal (PL 1876/99 e apensados ) defendida pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB) e já aprovada em comissão especial . "A tendência é de apoio ao texto, pois (...)

 
 

Coisas que você pode fazer a partir daqui:

 
 

Ecad e PUC tiram a “impressão digital” de músicas

 
 

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via Ministério da Cultura - MinC de Comunicação Social/MinC em 18/02/11

Entidade investiu R$ 2,5 milhões na tecnologia, que detecta automaticamente as canções tocadas nas rádios brasileiras

O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), responsável por cobrar direitos autorais de execuções de músicas em ambiente público no Brasil, decidiu recorrer à tecnologia para monitorar com mais rigor o uso de obras musicais no país. Foi assim que nasceu o CIA Rádio, sistema de captação e identificação automática dos fonogramas tocados nas rádios brasileiras. O Ecad investiu cerca de R$ 2,5 milhões no desenvolvimento e instalação da tecnologia, já está em uso em três capitais Goiânia, Vitória e Salvador e em processo de implantação em outras, como São Paulo. A projeção é que o CIA Rádio esteja presente em todas as capitais até junho.

O desenvolvimento da tecnologia começou em outubro de 2008, com a estabelecimento de uma parceria dentre o Ecad e Centro de Estudos em Telecomunicações (Cetuc) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), que desenvolveu o algoritmo (uma espécie de programa de computa- dor) capaz de identificar automaticamente as músicas executadas pelas emissoras de rádio.

(A íntegra do texto está na edição do jornal Brasil Econômico do dia 18/02/2011)


 
 

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Mechanical Mirage Art by Kazuhiko Nakamura

 
 

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via Design You Trust de jusone em 21/02/11

20110205 braintower600 933 Mechanical Mirage Art by Kazuhiko Nakamura

Creative work by Tokyo based artist. Nakamura-san works as an environmental graphic designer in Tokyo while producing 3D art works in his free time. His work was strongly influenced by surrealism paintings and cyberpunk art.

20110205 automaton600 417 Mechanical Mirage Art by Kazuhiko Nakamura

20110205 glasshead600 814 Mechanical Mirage Art by Kazuhiko Nakamura

More at cuded

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Amazing 3D artwork

 
 

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via Design You Trust de oliver13 em 21/02/11

Cool 3D artworks for your inspiration.

Harbour by Aleksandar Jovanovic
3d1a Amazing 3D artwork

Master Yoda by Anto Juricic
3d1b Amazing 3D artwork

pavlin by Anton Bugaev
3d1c Amazing 3D artwork

CONSUMO CONSCIENTE | MASCOTES 3D by Helton Mainardi
3d1d Amazing 3D artwork

Freak of Nature by Andy Thomas
3d1e Amazing 3D artwork

More inspirations!

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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Júri de ex-diretores do Urso Branco começa na próxima semana

 
 

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via Amazonia.org.br de Rondôniagora.com - site@amazonia.org.br em 19/02/11

Os ex-diretores do presídio Urso Branco, Rogélio Pinheiro Lucena, Edilson Pereira da Costa e Weber Jordano Silva, e mais um preso, José Raimundo Tavares da Costa, envolvidos na chacina ocorrida em Janeiro de 2002, irão a júri popular a partir do dia 21 de fevereiro, segunda-feira, conforme publicado na pauta do 2º Tribunal do Júri de Porto Velho.  Eles não foram a julgamento em 2010, junto com o demais réus, porque entraram com...

 
 

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Arroz cultivado na China contém metais pesados, diz relatório

 
 

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Mais de 10% do arroz produzido na China --hoje a segunda maior economia mundial-- está contaminado por metais pesados decorrentes da poluição e da rápida industrialização do país. Esse é a conclusão de um relatório publicado na edição desta semana da revista "New Century", que menciona o cádmio como um dos elementos encontrados no arroz chinês. As substâncias químicas, muitas vezes liberadas pela atividade da mineração, se espalhou pelo ar e pela água, poluindo grandes extensões de terras chinesas. Leia mais (16/02/2011 - 11h50)

 
 

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Governo estuda flexibilizar leis ambientais para acelerar obras

 
 

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O governo prepara para depois do Carnaval um grande pacote de flexibilização dos licenciamentos ambientais, com o objetivo de acelerar obras de infraestrutura e a exploração do pré-sal. Chamado pelo governo de "choque de gestão ambiental", o pacote consistirá de uma série de decretos regulando o licenciamento de rodovias, petróleo (dois decretos), portos, linhas de transmissão de energia elétrica e hidrovias. Numa segunda etapa, ainda neste ano, serão flexibilizadas ferrovias e mineração. Hidrelétricas, por enquanto, estão de fora do "choque". O objetivo é aplicar a cada tipo de obra regras específicas, em vez da regra única existente hoje, e evitar atrasos como o das linhas de transmissão das hidrelétricas do rio Madeira. Leia mais (18/02/2011 - 12h42)

 
 

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Miniguerra nuclear provocaria inverno global e ondas de fome

 
 

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Depois de analisar explosões nucleares, climatologistas reunidos nos EUA concluíram que sentem saudades dos bons tempos da Guerra Fria, quando o mundo corria menos risco de sofrer milhões de mortes em função das consequências climáticas da guerra nuclear. Não é piada. A questão é que desde 1983, quando o grande físico americano Carl Sagan e colegas publicaram um artigo na "Science", sabe-se bem qual seria o efeito de uma guerra atômica entre grandes potências: um grave inverno nuclear.
Editoria de Arte/Folhapress
Leia mais (19/02/2011 - 17h56)

 
 

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Don’t go to Heaven by Yourself

 
 

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Fwd: AULA DE NATACÃO [LINDO!!]



---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Lourdes Carneiro <larancar@yahoo.com.br>
Data: 16 de fevereiro de 2011 08:50
Assunto: AULA DE NATACÃO [LINDO!!]
Para:
Cc: "Itanor Jr." <itanor.junior@gmail.com>


 

 



--
Dr. Itanor Jr.
Oab df 21134

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

David Hewsen’s “Mother Earth”

 
 

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via Ayahuasca.com de Raviv Ayola em 10/02/11

This beautiful guilded painting by David Hewsen, Mother Earth, is 4 X 8 feet and was installed, on the 9th of January, in the entrance of a heart center for a hospital in the United States.  David Hewsen started it about a year ago, inspired by a doing a native ceremony outside of Cusco, Peru.

David Hewsen's unique artwork carries within it the heart and beauty of the Amazon Jungle, in which he lives, and its inhabitants: plants, animals, people and  mythological beings alike.

More of his art can be found on his web page amaruspirit.org together with links and information about the other aspects of the jungle… the uglier truths of contaminations, roads buildings, injustices and deaths. Well worth a visit!


 
 

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Whitesides, sempre provocador

 
 

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via Química de Produtos Naturais de Roberto em 08/02/11

Em seu último artigo publicado na revista Nature, há cerca de um mês, George Whitesides traça suas conjecturas sobre a química na alvorada do século XXI. Whitesides é considerado um dos intelectuais mais importantes da ciência atual, além de ser um cientista extremamente criativo e inovador.

De início, Whitesides lucidamente mostra que a química levou pouco mais de 100 anos para se definir como ciência e como uma atividade humana absolutamente essencial. Após 100 anos a indústria química está mais do que consolidada e muitos problemas fundamentais da química como ciência foram definitivamente esclarecidos. E agora? Continuar como está parece ser incômodo. Afinal, as sub-divisões da química soam bastante artificiais no contexto da ciência atual, que se torna cada vez mais "misturada", abrangente e menos definida quando se olha para a resolução de um problema complexo e se percebe que as múltiplas abordagens para se conhecer e resolver tal problema inevitavelmente requerem a participação de profissionais de diferentes áreas do conhecimento. E não é diferente com a química.

Mudanças são necessárias, segundo Whitesides. E como.

Está claro para o pesquisador de Harvard que a academia é a única ponta do tripé da química (academia, indústria e governo) que pode promover mudanças radicais em sua forma de organização e levar a química para novas direções. As indústrias atendem demandas, principalmente de mercado. O governo influencia a pesquisa estabelecendo diretrizes, as quais muitas vezes resultam de interesses políticos. Logo, a academia tem menos restrições para tomar novas direções e explorar novos horizontes.

Whitesides chama a atenção para o fato de a química estar motivada para compreender e resolver problemas que afetam a sociedade. Estes parecem ao autor sempre muito mais desafiadores do que os problemas que os pesquisadores tendem a criar para eles mesmos pesquisarem em seus grupos de pesquisa. A sociedade sustenta a ciência, logo a ciência deve estar atenta à sociedade. Para isso a química deve se reinventar.

O autor mostra que temas como: o entendimento da vida como uma rede de reações químicas; a base molecular das doenças; o gerenciamento global; a produção, a estocagem e a conservação de energia e de água; e o gerenciamento do CO2, são grandes temas de pesquisa a serem seriamente considerados de imediato. Porém, Whitesides mostra que a química ainda têm sido tímida em se voltar ao entendimento e à pesquisa de tais problemas, dizendo que os melhores pesquisadores são por demais conservadores, e que as melhores universidades, que se consideram na vanguarda do pensamento inovador e radical, estão, na verdade, ficando para trás ao defender o status quo e geração do conhecimento tal como ele é feito.

Desde o início dos anos 1990, segundo Whitesides, ficou claro que os grandes desafios intelectuais da química estão além de seus limites. Em determinado momento, estiveram nas ciências da vida e dos materiais. Agora, incluem as ciências de energia, ambientais e saúde. Além disso, ocorreu uma mudança radical para o avanço das ciências químicas: função substituiu estrutura. Atualmente estruturas químicas são relativamente fáceis de serem definidas e manipuladas. Definir funções, de maneira deliberada, ou ainda se conhecer as reais funções de moléculas biológicas, é que são elas.

Além disso, Whitesides está convencido que a "química acadêmica" está com excesso populacional. Apesar do número de programas de doutorado em química ter crescido no mundo todo, os mesmos programas de doutorado são muito pouco inovadores e formam pesquisadores medianos, que não estão atentos aos reais problemas sociais ou não conseguem chamar a atenção do público. O estabelecimento das inúmeras divisões da química tornou esta por demais fragmentada, sem poder de integração para abordar problemas complexos, como, por exemplo, o da base molecular da vida – que requer conhecimentos de química orgânica, bioquímica, termodinâmica, e biologia celular. Para desenvolver projetos desta natureza, seria necessário agregar vários pesquisadores em programas de pesquisa interdisciplinar, ou em centros de pesquisa. Porém, quando isso é possível, as unidades acadêmicas (departamentos) onde os pesquisadores estão formalmente locados, tratam de colocar empecilhos para que o pesquisador possa atuar externamente à sua instituição. Além disso, o surgimento de novas especialidades, como nanotecnologia, química biológica ou química medicinal, também não ajudou em resolver velhos problemas – tanto científicos quanto institucionais.

Bom, quo vadis?

As propostas de Whitesides são:

a) Re-escrever o contrato social da química com a sociedade. Whitesides considera que, uma vez que a sociedade sustenta a pesquisa, a pesquisa deve necessariamente estar atenta às demandas sociais: água, alimentos, saúde, energia e meio-ambiente. A abordagem de Whitesides é identificar problemas reais, para então descobrir problemas fundamentais.

b) Eliminar velhas estruturas disciplinares. Por estruturas disciplinares Whitesides define as clássicas, e novas, sub-divisões da química. O autor considera estas ultrapassadas, e que a pesquisa em química deve estar centrada em seus objetivos, e não em seus pressupostos. O primeiro passo seria fundir unidades de química e de engenharia química. O segundo seria estabelecer novos grupos dispostos a abordar e enfrentar novos desafios relacionados à química, como materiais funcionais, catálise, redes dinâmicas complexas, energia, ambiente e sustentabilidade, saúde e sistemas fora do equilíbrio.

c) Focalizar nos pontos fortes da química. Whitesides diz que a química tem características únicas para a pesquisa em diferentes áreas: cinética complexa, redes biológicas e ambientais, síntese de novas moléculas e a exploração de novas formas da matéria, o exame das propriedades moleculares, o relacionamento das propriedades moleculares com propriedades de novos materiais, dentre outras.

d) Ensinar estudantes em vez de utilizá-los. Na maioria das vezes os professores concebem os problemas e os fornece para os estudantes, que devem investigá-los. Tal maneira de ensinar, segundo Whitesides, não poderia ser pior para preparar profissionais para a resolução de problemas de maneira integrada. Em vez disso, os professores deveriam promover o estímulo da curiosidade dos estudantes. Desta maneira, estes últimos se tornariam cada vez mais independentes para buscar novos problemas e a resolução dos mesmos.

Além disso, Whitesides considera importante mudar a maneira como se ensina química, de maneira a incluir temas pouco abordados (o papel dos solventes na química, a importância da termodinâmica na bioquímica, o papel central da matemática no estudo de redes, a sutileza dos processos catalíticos e de sistemas com catálise acoplada), bem como a necessidade de se incluir temas "não-científicos" no ensino de química – economia, finanças e manufatura – de maneira a garantir o aprendizado prático de tecnologia.

Whitesides termina dizendo que o foco em aspectos práticos não diminui em nada a importância dos aspectos fundamentais da ciência. Apenas significa utilizar a ciência fundamental para determinados propósitos, e tornar os problemas práticos ferramentas para estimular a curiosidade. Desta forma, será possível trazer a química para enfrentar os atuais desafios sociais.

Apesar do caráter midiático inerente às propostas de Whitesides, e da maneira como ele vê a ciência, concordo com 90% do que discute em seu artigo. Apenas considero que a pesquisa científica não deve ser, necessariamente, direcionada para a resolução de problemas sociais ou econômicos. Afinal de contas, a ciência como geradora de conhecimento desempenha um papel histórico ímpar. E muitas vezes o conhecimento surge no laboratório, no âmago da investigação científica. Dali nascem novas abordagens para se resolver problemas, novos métodos analíticos, novos modelos que descrevem o comportamento da matéria (no caso das ciências químicas). Para citar apenas um exemplo: a descoberta da amplificação do DNA pela reação de polimerização em cadeia. Tal descoberta foi feita para se resolver um problema prático dos laboratórios de pesquisa em bioquímica: a obtenção de quantidades apreciáveis de DNA em pouco tempo, para se realizar estudos os mais diversos. Atualmente esta técnica é utilizada das mais variadas formas, como no estabelecimento da paternidade e na resolução de crimes, por exemplo. Penso que deve haver um "equilíbrio de forças" entre as necessidades sociais e demandas para que a ciência possa abordar e resolver problemas reais, e a geração de conhecimento que é inerente à ciência e que torna esta absolutamente única.

ResearchBlogging.orgWhitesides, G., & Deutch, J. (2011). Let's get practical Nature, 469 (7328), 21-22 DOI: 10.1038/469021a



 
 

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Brasil: um país de alcoólatras?

 
 

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via Química de Produtos Naturais de Roberto em 12/02/11

Notícia divulgada ontem no jornal O Estado de São Paulo é muito preocupante, para não dizer alarmante.

Brasileiro bebe 24,4 litros de álcool por ano – Entre as mulheres, índice é de 10 litros/ano – também superior à média mundial, de 6,1, segundo levantamento da Organização Mundial de Saúde

O consumo de álcool no Brasil é quase 50% superior à média mundial e o comportamento de risco no País já supera o padrão da Rússia. Levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que os brasileiros com mais de 15 anos bebem o equivalente a 10 litros de álcool puro por ano – a média no mundo é de 6,1 litros. Entre os homens que bebem (e não a média de toda a população), a taxa é de 24, 4 litros de álcool por ano e entre as mulheres, de 10 litros.

Os números do Brasil estão também bem acima dos registrados em países latino-americanos, de 8 litros por ano por pessoa. No anúncio dos dados, a OMS se mostrou preocupada com o avanço do álcool no País. Segundo o levantamento, o álcool já mata mais que epidemias de aids, tuberculose e violência ou guerras, sendo responsável por 4% de todas as mortes no mundo. No total, o número de vítimas chega a 2,5 milhões de pessoas por ano. A entidade afirma que o aumento da renda da população em países emergentes levou a um crescimento do consumo exagerado de bebidas e, portanto, a um comportamento de risco. Isso tem sido realidade em países da Ásia e América Latina.

No País, o álcool é responsável por 7,2% das mortes – índice quase duas vezes superior à media mundial. Cerca de 30% da população que admite beber frequentemente afirma que se embriaga pelo menos uma vez por semana. Nos EUA, a taxa é de 13%, contra 12% na Itália. Mesmo na Rússia, o índice daqueles que exageram na bebida é inferior ao do Brasil: 21%. Outros países do Leste Europeu têm taxas inferiores às do Brasil.

A cerveja é responsável por 54% do consumo no País. Mas os destilados representam 40%, uma taxa considerada alta. O vinho corresponde a cerca de 5%.

Entidades e ONGs defendem uma restrição à propaganda de bebidas alcoólicas no País. O tema chegou a ser debatido no Congresso Nacional, sem avanços. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, descartou qualquer iniciativa de legislar sobre o tema, afirmando defender uma conversa com a indústria.

Compreende-se a posição do ministro da saúde neste caso, pois a indústria de cerveja já contribui para 1,4% do PIB do Brasil (veja aqui). A participação da cerveja na arrecadação dos tributos indiretos é a maior entre todos os setores da economia que se dedicam a bens de consumo – 5,10% -, superando até mesmo a carga incidente sobre tabaco e automóveis. Ao setor cervejeiro são impostas regras tributárias especiais, como a substituição tributária – mecanismo adotado no recolhimento do ICMS que obriga as fábricas a incluir, e recolher de forma antecipada no montante apurado, os valores do imposto devido pelos distribuidores e varejistas (veja aqui). Este desempenho coloca a indústria da cerveja em quarto lugar no ranking da economia nacional.

Em volume de produção de cerveja, o Brasil, com 10,34 bilhões de litros/ano, só perde para a China (35 bilhões), Estados Unidos (23,6 bilhões) e Alemanha (10,7 bilhões). O mercado cervejeiro no Brasil produziu 10,34 bilhões de litros de cerveja ao longo de 2007. E o consumo per capita foi de 56 litros. O setor faturou R$ 25,8 bilhões e investiu R$ 3 bilhões nos últimos cinco anos (veja aqui).

Em entrevista à revista Piauí, o ex-ministro da saúde, José Gomes Temporão, e seu colega Jamil Haddad (atual diretor do Instituto Butantan) manifestam sua preocupação sobre a propaganda de bebidas alcoólicas no Brasil (veja aqui).

Aos 71 anos, Haddad, hoje aposentado, acompanha a discussão sobre bebidas alcoólicas. "Há um lobby econômico fortíssimo, que atinge em cheio os cofres do governo", afirma ele. "Quando a turma do álcool diz que vai haver desemprego no setor, que a arrecadação de impostos vai cair, é verdade. E é pressão. O Temporão está certíssimo quando diz que a propaganda incita o consumo de álcool. Só que, sem a publicidade, vai entrar menos dinheiro de imposto. E eu quero ver o governo bancar isso."

A AMBEV, todavia, não está nem um pouco preocupada se a propaganda de bebidas alcolólicas for proibida no Brasil. Veja declaração de empresário da AMBEV na mesma reportagem da revista Piauí.

Num almoço em São Paulo, um executivo da Ambev, a maior fabricante de cervejas do Brasil, disse que, se a propaganda for proibida, os negócios da empresa serão pouco alterados. E que o efeito poderá até ser benéfico, cristalizando as posições atuais: sem propaganda, marcas menos conhecidas não terão como concorrer com Brahma e Antarctica, os carros-chefes da Ambev. "Para nós, nada muda", disse.

Apesar dos benefícios econômicos para o Brasil, o consumo de álcool é um problema de saúde pública. Além disso, não existe consenso sobre eventuais benefícios decorrentes do consumo moderado de bebidas alcoólicas, seja, por exemplo, vinho ou cerveja. Segundo notícia publicada no jornal Folha de São Paulo em 25 de janeiro deste ano,

Médicos debatem indicação de álcool para prevenir doenças – Ricardo Bonalume Neto

Um debate entre médicos italianos está colocando em evidência as dúvidas que ainda persistem sobre a indicação do consumo moderado de álcool para prevenir doenças cardíacas.

O médico italiano Maurizio Ponz de Leon causou uma autêntica tempestade no copo de vinho de seus colegas que publicaram um estudo na revista "Internal and Emergency Medicine" "receitando" álcool para melhorar a saúde do coração. "Será que estamos de verdade no ponto de receitar o consumo de álcool para reduzir o risco de derrame e dano coronário?", perguntou o médico, que é oncologista e professor da Universidade de Modena e Reggio Emilia.

O estudo em questão era uma revisão da literatura médica sobre o tema feita pela equipe de Augusto Di Castelnuovo, da Universidade Católica de Campobasso. Eles concluíram que o consumo moderado de álcool protege contra doenças cardiovasculares e mortalidade por todas as causas. Segundo eles, quem bebe pouco deve ser encorajado a continuar.

Ponz de Leon citou três argumentos para o álcool não ser receitado como remédio. Primeiro, as pessoas não saberiam reconhecer o que é beber com moderação e diferem muito no metabolismo de álcool. Segundo, a bebida é uma causa frequente de acidentes de trânsito. Ele ainda argumenta que faltam evidências concretas dos benefícios do álcool. Os autores da pesquisa afirmam que há grupos que se beneficiam mais do consumo de bebida do que a população em geral, como homens adultos com alto risco de problemas cardíacos. Mas há grupos em que não beber nada é melhor, como mulheres cuja família tem casos de câncer de mama. Para eles, pedir uma abstenção global "é jogar fora o bebê com a água do banho".

Ponz de Leon, que questiona a indicação de álcool, recebeu críticas severas de pesquisadores afiliados ao Fórum Internacional Científico sobre Pesquisa em Álcool. "Eu acho que o comentário de Ponz de Leon é um exemplo genuíno e autêntico dos mais comuns e indesejáveis erros que observamos quando a evidência científica tem de ser traduzida em recomendações", disse o médico Fulvio Ursini, da Universidade de Pádua, na Itália.

Mas algumas ponderações do médico são válidas, segundo Rubens Baptista Júnior, especialista em medicina preventiva. "É preciso ter cuidado com as conclusões de trabalhos científicos que procuram relacionar uma causa a um efeito, quando este é influenciado por uma multiplicidade de fatores." Ele afirma que, para chegar a uma conclusão firme, os estudos sobre álcool ainda precisam ser reproduzidos em locais diferentes para que sejam considerados válidos a ponto de servirem de base para indicação médica. "Ainda que os efeitos do álcool sobre o sistema cardiovascular fossem comprovados como benéficos, a recomendação de seu consumo deveria sofrer muitas restrições", diz Batista Júnior, que é professor no programa de estudos avançados em administração hospitalar do Hospital das Clínicas da USP. "O álcool sabidamente tem ação deletéria sobre fígado, cérebro, estômago, pâncreas, boca, laringe e intestinos, além de trazer riscos durante a gravidez."

De acordo com Curtis Ellison, médico da Universidade de Boston e um dos coordenadores do Fórum Internacional Científico sobre Pesquisa em Álcool, é possível dizer que uma dose por dia, ou até menos, protege contra doenças cardiovasculares. O ideal, diz ele, é o consumo regular, e não só em fins de semana, de pequenas quantidades de álcool. "Os franceses têm taxas muito baixas de doença coronária não porque eles bebem muito, mas porque eles bebem todos os dias. Dessa forma, plaquetas e outros fatores que levam à formação de coágulos nas artérias permanecem em um estado favorável", afirmou o pesquisador americano à Folha.

O interessante é o jornal terminar sua reportagem apresentando uma tendência positiva para o consumo de álcool, ainda que moderado. No entanto, o ponto de vista do Dr. Jaime Pinsky (professor titular em história da UNICAMP) e sua esposa Ilana Pinsky sobre este assunto é bastante contundente.

Por que o Brasil tolera o abuso do álcool? (artigo publicado na seção Tendências e Debates do jornal Folha de São Paulo, em 20/06/2005)

Estereótipos sobre nações sempre existiram. Somos todos capazes de dissertar sobre a inteligência de um povo, a burrice de outro, a desonestidade de um terceiro. Sabemos (!) qual o povo que tem horror a banhos, aquele que é chegado em dinheiro, o preguiçoso, o musical, o falso, e por aí afora.

Também nós, brasileiros, temos sido vítimas dessa visão preconceituosa que, a partir de alguns exemplos, reais ou imaginários, lança um olhar a todo o conjunto de habitantes de um país e seus descendentes até a enésima geração. Costumava-se perceber num suposto "ser brasileiro" uma certa leviandade, uma condescendência excessiva para com os outros e para consigo mesmo. Dizia-se até que esta era uma nação extremamente tolerante, quase displicente, resistente à aplicação de leis e regulamentos.

Essa falta de disciplina e mesmo de caráter era, freqüentemente, apresentada como uma rara virtude nacional, exaltada em músicas, piadas e filmes, que mostravam o país como sendo um lugar de mulheres fáceis, carnaval permanente, congraçamento racial e social nas ruas e apenas uma grande preocupação: o futebol.

Embora o Brasil ainda seja apresentado e representado dessa forma, principalmente para a caipirada americana e européia que busca o turismo sexual, a floresta amazônica na Avenida Paulista e desfiles carnavalescos no mês de julho, para as pessoas um pouco mais informadas o país deixou de ser percebido como um pitoresco "perdedor do terceiro mundo". Uma economia tocada com responsabilidade; brasileiros trabalhando duramente aqui, nos EUA, no Japão e em muitos países da Europa; produtos de qualidade exportados (até uma orquestra sinfônica!) têm sido importantes para essa mudança de olhar. O mundo parece já aceitar o fato de que este é um país sério.

Sucesso lá fora, fracasso aqui. Diante de alguns problemas que nos afetam grandemente, ficamos imobilizados, como se nos faltasse maturidade para solucioná-los. Se não fosse isso, o Brasil já teria encarado com um pouco mais de seriedade questões importantes como aquelas relacionadas com o consumo abusivo do álcool.

O que está acontecendo com bebidas alcoólicas é um escândalo nacional, a respeito do qual tudo se sabe e pouco se faz. Dados sobre o crescente problema de uso indevido do álcool no país e suas devastadoras conseqüências, incluindo violência, acidentes de trânsito, faltas na escola, acidentes de trabalho, além de um enorme prejuízo econômico, são conhecidos há anos. Também há anos vemos a idade média do início do consumo de álcool reduzir-se, a diferença do uso entre os sexos estreitar-se (as meninas aumentando o uso, não os meninos reduzindo) e as estratégias de marketing do produto promoverem uma verdadeira invasão nos nossos meios de comunicação. E tudo isso acontecendo enquanto um mapa da Organização Mundial de Saúde identifica os brasileiros dentre os que teriam mais anos de vida afetados por incapacidade devido ao abuso do álcool…

Não se trata, é claro, de proibir seu uso, nem de estabelecer cruzadas moralistas. Trata-se, sim, de combater os efeitos que o abuso do álcool tem causado sobre a economia, a sociedade e a auto-estima dos brasileiros. Há, na literatura científica, evidências sólidas quanto às melhores medidas a se tomar. Inúmeros estudos e experiências no mundo todo apontam que as estratégias mais eficazes são as que lidam, de maneira ampla, com o problema. Em primeiro lugar, estão os fatores de acesso, que devem incluir o aumento de preço do produto (maiores impostos, que poderiam ser direcionados à prevenção), restrição dos locais de venda, limites nos horários de venda (há experiências bem sucedidas até na Grande São Paulo), proibição (pra valer) de venda aos menores. Em acréscimo, estratégias relacionadas à informação, como a proibição de propaganda (incluindo as diversas estratégias de marketing) e recursos como a aplicação ampla e constante de bafômetro para evitar que as pessoas dirijam alcoolizadas. Essas estratégias, extremamente efetivas, têm custo relativamente baixo (principalmente quando comparadas aos prejuízos econômicos causados pelo uso nocivo de álcool), mas dependem de vontade política e fiscalização.

E voltamos ao começo, por que introduzir medidas restritivas em povo tão bonachão e simpático? É possível imaginar que, além do intenso lobby da indústria do álcool, a visão nacional errônea e ultrapassada de um brasileiro imaturo e incapaz de lidar com limites e com fiscalização contribua para esse quadro.

Os números apresentados pela reportagem do jornal Estado de São Paulo são surpreendentes. Medidas devem ser tomadas para se diminuir drasticamente o consumo de álcool no Brasil, de maneira a se promover hábitos de vida mais saudáveis, diminuir acidentes de trânsito, mortes por acidentes com armas de fogo envolvendo pessoas alcoolizadas, bem como o índice de doenças diretamente decorrentes do consumo de álcool, como doenças do fígado, do pâncreas, câncer e outras.



 
 

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